quarta-feira, maio 06, 2009

E no mais?



Nem tudo está bem. E nem tudo está ruim. Mas, sabe, hoje parece que sim.

Tem o sol, que é um cara bacana. E hoje ele está brilhando como nunca, só que não ilumina. Tem a comida, saborosa, mas não estou muito afim dela. Tem o trabalho, que nunca foi tão bom, mas hoje parece tão cansativo. Tem a faculdade. Finalmente estou onde queria. Será? Tem os amigos. Caralho, estes não tem preço.

E tem ela. Bem, parece que não tem mais. Tinha, mas acabou. E assim foi.

E tem os olhos. Ah, mas esses vêem demais, em especial o que não deveriam. Coisas que não importam. Coisas que importam demais, mas são só mais um frame na retina, estão cada vez mais longe. E são olhos que, infelizmente, enxergam melhor o que está longe. Talvez a hipermetropia.

Então os olhos assumem outra função. Ficam inseguros, passam a olhar para o chão. Também gostam de ficar fechados. De súbito, tudo escurece e quando se abrem estão estranhamente úmidos. Mas, não o suficiente para que o líquido exerça sua natural fuga. Não. Não há tempo, não há espaço, não há motivos. Assim é o mundo. O meu.

domingo, abril 26, 2009

Gírias Duvidosas


Dois anos atrás estava conversando com um funcionário de uma empresa e soltei a seguinte:

-Você é um cara cobra, resolve tudo que é pepino.
-Cobra? Como assim?

Como ele é uns 10 anos mais velho que eu, pensei que fosse uma gíria jovem pra ele. Mas essa semana tudo se esclareceu.

Tenho um professor que dá aula pra publicidade como se estivesse na década de 70. “Gente, se o cara for abrir uma franquia deste porte usando catálogos, tem que ser cobra”. Ou seja, usei uma gíria um pouquinho defasada. Muito old school, saca?

Como há tempos deixei de ser jovem e há tempos possuo a síndrome da não formatura universitária, acontece o seguinte. Convivo com pessoas mais jovens e descoladas que eu. E minhas gírias ficam entre estes dois mundos, os cria(teen)vos da comunicação e o meu mundo, com dor nas costas e barriga de cerveja. Ok, este último foi uma força de expressão.

Uma shortlist de gírias e expressões duvidosas e que ainda uso às vezes, foda:

-Legal: acho que não há problemas, mesmo pq deixou de ser gíria. Mas não passa confiança. Bacana é mais adequado, mas não sei por quanto tempo.
-Massa: lembro do exato dia que ouvi essa gíria, eu tinha 12 anos, faça as contas.
-Jóia: quase não uso, mas quando uso fico deprimido nos 30 minutos seguintes.
-Velho: brother seria mais adequado
-Rachide: ninguém mais faz rachide, é mais usual a intera.
-Boate: não sei qual seria equivalente. Balada é muito genérico, sei lá.
-Almoçar: veja, essa juventude não almoça mais, ranga. Essa gíria pode ter conotações safadinhas também.
-Detonar: sem comentários
-Nada a ver: acho que não tem nada a ver.

Tesão, curti este post, achei ducaralho. Agora ajuda ae pô, manda ver na gíria você acha cagada.

sexta-feira, março 06, 2009

Dança do ET

Como prometido, apesar de não acreditar que esteja postando isso de verdade, mas1 como acho que tenho vocação para pagar micos, mas 2, isso é assunto para o outro post, com vocês, a dança do ET!


Recomendo essa dança para aquela situação em que você está se portando de maneira absolutamente normal, tentando interagir com as pessoas na balada, mas ninguém faz questão de notar sua existência.Talvez alguém preste atenção em você. Boa sorte e espero que não seja o segurança do boteco.


Câmera Man: H, João Henrique The Pool

Powered by: AmBev

Sound: Rockafeller Skank – Norman Cook


segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Blog: David after Dentist

Olá pessoas,

peguei pesado no último post (prometo não postar mais nada depois
de baladas etílicas). Alguns leitores cogitaram suicídio. Outras
homicídio. Mas em geral espero que queiram ver a dança do ET.

Então, para mostrar que o mundo é um local bacana, vejam
este vídeo mui divertido (originalmente no Updaters).

E a dança do ET é um compromisso como a Casas Bahia tem com os
preços baixos. Vou filmar, um dia, rs.

domingo, fevereiro 01, 2009

Operação ET



Como funciona: você está decidido a sair na night.
Mas, ou:

-É tarde da noite
-Se
us amigos estão sem grana
-Seus amigos têm outros compromissos
-Seus amigos estão casados
-Seus amigos estão dormindo
-Seus amigos estão viajando
-Seus amigos não são tão amigos
-Na verdade você não tem amigos
-Bem na real, todo mundo te odeia
-Você não passa de uma babaca
-Você não tem amigos, é uma escória ambulante
-Você é pobre (as mulheres tem menos orga
smos segundo pesquisas chinesas)
-Você é velho ou tem rugas visíveis, e é pobre.

Então você sai sozinho. Começa a operação ET. Todos vão lhe tratar como um extra-terrestre. Vão achar que você é um loser (sim, você é um loser). Alguns vão achar que você não passa de um psicopata que dança músicas dos anos 80. Vão revistar você na entrada do bar. As pessoas com deficiências físicas/mentais vão achar você cool.

Só resta você fazer a dança do ET (no próximo post).


quinta-feira, janeiro 22, 2009

Porque me Tornei uma Mosca



E, como eu queria muito, acordei em 2009 em forma de uma mosca. Aviso ao Gregor Samsa: você deu azar. Agora vôo para qualquer lugar, que não tenha mata-moscas nem muitos pássaros esfomeados, é claro, e posso ver o que se passa na vida dos outros.

Não é fácil ser uma mosca, ou mosco no meu caso. Dizem que mosca adora botar bernes na cabeça dos outros, ou passear pelas bostas alheias e depois pousar em ensopados. Mas estou aqui como porta-voz desses bichinhos voadores para dizer que somos apenas curiosos. Ingemar Jansson me confessou que perdeu toda sua curiosidade, mas eu não queria ir pelo mesmo caminho. Então me tornei uma mosca.

Ser uma mosca é um grande remédio para a minha timidez. Posso primeiro te observar para saber como você é e evitar constrangimentos, como ficar sem assunto, por exemplo. E aos poucos vou deixando pra trás aquela casca anti-social que havia até então. Só que tenho que me esforçar. Como é da minha natureza ser fechado, não é da minha natureza ser uma mosca.

Com aquele corpo grande e desajeitado não conseguia entrar na vida de ninguém. Precisava me socializar, por isso estou aqui para dizer: qualquer dia passo na sua casa e você está convidado para vir até a minha. Mas nada de chinelos Havaianas, nem de qualquer marca, sou chinelofóbico. Fora isso, olá, tudo bem?

Feliz 2009!

sábado, dezembro 13, 2008

Videos toscosos

Um excelente clipe
assista até o final, é, digamos, o ponto alto.


Um excelente comercial de sorvetes
observe que em dado momento rola um clima entre a atriz e o sorvete.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Marcas Bizarras

Cada marca tem sua personalidade e blá blá blá. Mas algumas têm algo melhor: são bem estranhas. Algumas bizarras.

Alguém já ouviu falar da erva-mate Fuck? Muito tradicional em Santa Catarina, originária da cidade de Canoinhas. Imagine se fosse gaúcha esta marca...

Outra marca muito bacana é a Bigolin Materiais de Construção. Nem vou falar muito, deixo aqui uma sugestão de intervenção urbana, apenas.

Outra que gosto muito é a Mr. Cat. Acho que é a marca mais subversiva que existe. O símbolo da marca é um pato. Não seria mais adequado Mr. Duck? Não, porque aí não seria subversivo, ora buelas!

Chana automóveis. Que boceta de nome!

Por último Kouritos, o salgadinho mais natural que existe. Mas nem por isso é saudável. Ingredientes: pele de suíno frita e sal. Torresmo. Para quem tem problemas de emagrecimento excessivo é uma boa pedia.

E vcs, conhecem alguma boa?

domingo, novembro 02, 2008

60 por hora

O limite de velocidade no trânsito de Curitiba é de 60 km/h. Grande novidade... mas parece que é sim. Quando a sinalização manda diminuir para 40, se estiver passando em frente à uma escola, quando for fazer uma conversão e outras situações específicas tudo bem andar devagar. Mas parece que a maioria ignora essa informação e fica se arrastando pelas vias. Se quiser passear e andar a 30 na via rápida, que pelo menos fique na pista da direita. Mas não, parece que o povo tem uma vocação por sinal fechado.

Andando entre 50 e 60 você pega a maioria dos sinais abertos e não fica perdendo tempo e gastando gasolina à toa em todo sinaleiro. Olha, não quero parecer apressadinho, mas às vezes é de perder a paciência. Dá pra andar mais rápido sem perder a segurança, se não fosse assim o limite seria 40.

Quanto ao rush, não sei se há muito o que fazer, depois que começaram os mega Power Fucking feirões de diversos planetas todo mundo consegue ter seu carro. Talvez um metrô fosse bacana. Ou mesmo usar ao máximo o busão. Se bem que só se todo mundo se comprometer, porque em horário de pico só anda o biarticulado. E bike é legal, mas confesso que tenho medo de botar a magrela na rua, junto dos carros. Talvez a solução seja um Hummer blindado.

PS: em breve, pretendo escrever mais Crônicas do Passatão, só preciso lembrar dos detalhes.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Faltou luz, mas era noite.


A escuridão invadiu a sala. Mas era uma escuridão de silêncio também.
Aqui no prédio os moradores são na maioria solteiros ou aposentados, o que deu um toque sombrio ao momento. Nenhuma família conversando, apenas o escuro e o silêncio, ou solidão.

Entro no ap, ainda há um resquício da tempestade que arrancou a luz da noite. Dou uma olhada para ver se não há nenhum assaltante ou fantasma me fazendo companhia. Tento ligar a luz, um gesto mecânico, já que não há mais luz. Vou pegar uma vela.

Sento no sofá e vejo que minha vida tinha acabado também. Não havia TV, música, internet. Nem lavar a louça eu podia. Resolvo tomar um sorvete para meditar a respeito.

Pensei “preciso colocar este momento no papel”. Mas meu papel, o pczão, estava forçosamente desligado. De qualquer forma percebi que todo o sentimento não seria transposto do momento para o papel. Tomo mais uma colherada de sorvete.

Estava decidido: vou descer e ficar jogando conversa fora com o porteiro. Me dirijo às chinelas, mas era tarde. A luz havia voltado.

Ligo a TV e vou dar uma olhada nos emails.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Ensaio Sobre Cegueira x Linha de Passe

Ensaio sobre a Cegueira

Depois de fazer a crítica do livro, chegou a vez do filme. Então vem aquela velha história: é possível comparar filme com livro? Eu acho que não, mas das duas posso dizer qual mais gostei.
Foi o livro, mas porque achei o filme mal dirigido.

-Primeiro: o ator que abre o filme, o primeiro cego, um celebrado ator japonês, simplificando, se mostrou um bosta. Em momento algum conseguiu convencer. Culpa de quem? Do diretor, ora bolas. Começar o filme com o pé esquerdo é coisa de amador.
Tem um outro ator, o cego que já era cego antes do surto, o contador. Ele também escorrega várias vezes.

-Segundo: se as pessoas vão passar mal vendo este filme, não leiam o livro. A história é visceral, parece que você vai se atolando em um mar de cocô, literalmente. O chão vai ficando cada vez mais coberto de uma profusão infindável de merda. Por que não mostrar mais isso no filme? Ela dá um takezinho só no chão pra valer só uma vez, sendo que podia ter mostrado muito mais. Dá pra ir ver esse filme e levar as crianças, o pai, tranqüilo. Ok, nem tanto.

-Terceiro: cenas que são mal resolvidas. “Será onde acertou a tesourada? E o salto, crava mesmo na perna do infeliz?”. Mal dirigido ou excesso de sutileza, talvez, ruim com certeza.

Linha de Passe

Fui ver esse filme porque a atriz principal ganhou Cannes. Bom, um mau filme não podia ser. E não era, é um excelente filme. E olha só: o Walter Sales mandou ver, nada de amarelar.
Diversas cenas de moto em movimento, coisas tecnicamente difíceis de se resolver e o cara manda muito bem.

Alguma ressalva? A atriz. Ela não é tudo isso, aliás, em vários momentos achei meio fake a atuação. Em tempo: tem um moleque, o filho mais novo da personagem principal, deve ter uns 11 anos e atua como gente grande. Piá bão mesmo. O elenco em geral é muito bom.
Extremamente recomendado. Só um aviso, o final é aqueles finais que não resolvem toda a história. Pra quem gosta de finais tradicionais pode se decepcionar. Corre ver, que meio logo sai de cartaz!

quinta-feira, setembro 25, 2008

HDTV e Trânsito em SP


TV HD. High Definition? Onde?
Eu não me impressiono fácil, não vejo qualquer coisa que é hype e fico pagando pau porque é novidade, acho isso coisa de adolescente pentelho falante pain in the ass. Quando eu costumo babar em alguma coisa é porque eu achei legal de verdade. O último caso que me cheirou estranho são as TVs HD. Entrei em várias Fast Shop da vida e nenhum vendedor soube me explicar porque a imagem parece com uma foto de celular ou um jpg pixelado de baixa resolução. Quando é DVD melhora um pouco (não cheguei a ver um blueray) mas quando é TV eu gostaria de fazer a seguinte pergunta: onde está a alta definição? Caralho, a porra da minha TV de tubo ocupa a sala inteira, é um trambolho, mas com a antena coletiva do prédio (não tenho TV a gato) a imagem é melhor! Como pode? Se alguém puder me explicar a verdade fique à vontade.

Como melhorar o trânsito de SP capital
Falando com meu consultor de assuntos paulistas Leo, fiquei sabendo mais sobre um estudo que indica que lá por 2012 ou 14, seguindo o ritmo crescente do número de carros a cidade de SP iria parar totalmente. Mas em viagem pela tranqüila capital dos motoboys insanos ele pode constatar que a estatística estava errada: o trânsito não existe mais. O que há é um amontoado de carros parados, xingamentos diversos, agressões e surtos em geral. O bom é que eu tenho uma solução: com a tecnologia bluetooth as pessoas não precisam mais se estressar. Ao invés de xingar o amigo do carro ao lado o melhor mesmo é convidar o infeliz para um jogo de celular. Aí rola uma competição, os ânimos se concentram nisso e tudo pode virar uma festa. Já estou vendo comunidades se criando na internet: “Detono vc no Extreme Fire III no trânsito.” “Blood Blower players: SP comanda”.
(foto: site Primeira Mão)

terça-feira, setembro 02, 2008

Ano Eleitoral: Nice!

Propaganda Eleitoral Gratuita: Melhor que TV Paga
Put, ano de eleição, aquela merda de propaganda política para encher o saco? Não, puro entretenimento.As produções dos vereadores locais são muito trash, com candidatos que nem sabem direito o que estão fazendo lá.
O resultado é um espetáculo de horror dos mais divertidos. É um show de enquadramento cortando cabeças, sacadinhas que não sacam nada, senhoras candidadatas que não tem idade suficiente para completar o mandato e sorrisos tão naturais quanto as plásticas da Bety Faria. TV a cabo é chata perto da riqueza de cagadas que rolam na TV pobre.
É preparar o saco de pipoca, chamar alguém para dividir as risadas que é só diversão.

Vota Brasil

Não sei se vocês vão concordar comigo, mas eu acho que a atual campanha para incentivar os brasileiros a disperdiçarem seu tempo com votos e toda esta bobagem tem algo de semi-subversivo, principalmente na rádio. Se fosse eleição presidencial mais ainda.
Vejam a frase: "...quatro anos é muito tempo, principalmente quando as coisas não vão bem". Acho que desta forma dá uma certa impressão de que as coisas não vão bem agora, na atual gestão. Mas como a campanha é regional acho que não pesa tanto.
Ela poderia ser "...quatro anos é muito tempo, principalmente se as coisas não forem bem. Projetaria para uma possível má gestão futura.

O Meu Candidato: Lauro Rodrigues
A partir de um minuto ele manda ver!

sexta-feira, agosto 15, 2008

White Stripes Plagiando?


Há tempos atrás, rolou a polêmica de que música Dani California do Red Hot tinha o início igual à música Mary Jane Last Dance do Tom Petty. Ouvindo o solo da música reconheci uma nova chupada (termo publicitário para cópia) que constava em outra música do Red Hot, mas eu estava enganado.

Porém aquela melodia me soava muito conhecida. Não desisti, sou brasileiro, fiquei meses em busca da música maldita, conversei com amigos, entrei em contato com rádios, troquei uma idéia com meu chapa Frusciante…ok, isso tudo é mentira. Por acaso descobri a música.

Só podia ser uma música muito importante na minha vida: White Stripes, Fell in Love a Girl. O refrão com os “Ah-ah-ah-ah-aha” é muito perfeitamente igual ao solo da música do Tom Petty. Ouçam (aqui não aparece o tempo da música, clique no link se preferir)

-Tom Petty (a original): a partir dos 2:28
http://www.goear.com/listen.php?v=0be65a7


-White Stripes: a partir dos 00:45
http://www.goear.com/listen.php?v=7ba31d9

quinta-feira, agosto 07, 2008

Indian Thriller e Ano Eleitoral

Golimar-mar-mar

Esse é um dos meus yutubius preferidos. Mais de 11 milhões já viram e boa parte de vocês também, mas se um apenas estiver vendo pela primeira vez já vale o post. Quem quiser aprender a coreografia estou dando aulas de street dance indiano.
Vejam também o Thriller original do Michael Jackson:

http://www.youtube.com/watch?v=AtyJbIOZjS8&feature=related

Ano eleitoral: here comes the shit, tchu-ru-ru-ru.

A política tem por objetivo promover o bem social dos políticos, amigos e familiares e também do povo de vez em quando, se possível, conveniente ou a merda estiver fedendo além das esferas do suportável. Quem sai disso está louco, em vias de ficar ou a um passo de ser visto assim pelos demais.

Há uns anos atrás estava viajando de bus e aconteceu algo estranho: consegui dormir durante a viagem. Era a operação tapa buracos do ano de 2006. Eu fazia a merda desta viagem desde 1997 e como sempre houve buracos eu nunca parei pra pensar que eles não deveriam existir. Cheguei até ficar feliz, mas logo percebi que fui enganado: era ano de eleição federal e eu estava sobre uma BR. Pior, meio ano depois voltou a ser a mesma porcaria esburacada.

Quem mora em Curitiba, preste atenção no número de obras (eleitoreiras) que são visíveis a olho nu: reforma da praça do Japão, praça Tiradentes, mega iluminação da 7 de Setembro (essa foi colateral, porque as outras ruas agora parecem escuras e perigosas, hoho), reforma da Av. Mal. Floriano Peixoto. E não estou falando mal do prefeito, a oposição faria a mesma coisa.

Por isso gostaria que rolasse mais criatividade na hora de enganar a gente. É tão bom sentir o gosto de que a coisa vai melhorar, acreditar, mas desse jeito não funciona mais comigo. Fiquei tão feliz naquele ano de 2006 achando que poderia viajar por vários anos por uma estrada legal. Que saudades daqueles momentos. O ônibus não pulava, era lindo. O jeito é andar de jatinho.

quarta-feira, julho 30, 2008

Atentados à Infância

Deveria ser criada uma lei para punir pessoas que sacaneiam com as crianças. Há pessoas que criam produtos genéricos que são uma armadilha para os pais mais desavisados. Existe uma banda “B” de produtos, que vão na carona dos sucesso dos produtos desejados pelos pequerruchos.

-Pai, me compra o DVD dos “Carros”?

-Ok, filho, vou dar uma olhada.

Aí o pai, por acaso, na maior da boas intenções, dá uma passada nas Americanas e olha para um mega balaio de DVDs em promoção e vê o seguinte: “Carrinhos”.

-Olha, é o DVD que o meu filho pediu. E o preço é bem bom também.

Pronto, e fez-se a merda! O pai, todo contente com a ótima compra, manda empacotar o trauma em papel de presente.

-Olha filho, taqui seu presentinho.

Reação 1:

-Obaaaaa! Mas, mas, o que é isso? Carrinhos? Porra pai, que burro que você é, ainda bem que não puxei pra você, é Carros, CARROS!

Reação 2:

-Ebaaaa! Mas, o que é isso? Ai, ai, ai, estou sentindo uma dor no braço esquerdo papai, esta indo pro peito, socorro!

Reação 3:

-Legaaal! Carrinhos? Não sabia que tinha uma continuação de Carros. Obrigado papai. (Coloca o DVD). Ai, ai, ai, estou sentindo uma dor no braço esquerdo papai, esta indo pro peito, socorro!

Confiram também Ratatoing e Ursinho da Pesada (lançamento!).

terça-feira, julho 22, 2008

Lendas Rurais 2 - Carro Completo


Lendas Rurais (Continuação)

Como a garota estava muito agitada, sem condições de beber o leite, a mãe deixou o copo na cabeceira da cama e esperou um pouco, já era tarde da noite. Enquanto abraçava a cabeça cambaleante da filha, não pode perceber um rápido olhar da menina em direção do copo. De repente, sem explicações, ela foi se acalmando. A mãe sentiu-se aliviada e deitou-se um pouco ao lado da pobre doente, que não respirava mais de forma pesada, estava serena. A senhora aproximou o rosto para sentir melhor aquela tranqüilidade. Parou bem próxima do nariz, todo aquele tormento havia se convertido em uma paz que há tempo não se via naquela casa. Olhou aqueles olhos fechados e tranqüilos, deu um beijo de boa noite apagou a luz e foi dormir.

A luz da lua invadia o quarto deixando um aspecto esbranquiçado por todos os cômodos. Enquanto a família dormia deu-se o inesperado. Lentamente a garota, de seu sono profundo, foi abrindo a boca. De dentro começou a sair uma coisa fina e longa, que foi se esgueirando em direção da cabeceira, com destino certo: o copo de leite. Era uma enorme solitária que bebia tranquilamente o liquido até a última gota. Terminada a tarefa, foi voltando lentamente em direção da boca da garota, na qual desapareceu novamente.

Ninguém até hoje sabe o que se passou direito com aquela garota, mas o que contam os antigos, é que ela nunca mais dormiu sem um copo de leite ao lado da cama.

Carro Completo

Sempre que você conversa com um vendedor de carros ou mesmo vê um daqueles programas picaretas que mostram garagem de revendas de usados batidos e reformados usando cuspe e massa durepoxi, você acaba ouvindo: “o carro é completo”. Se um dia ouvir isso, saiba que no fim da frase está incluído um invisível “virgula otário”.

“Completo” originalmente servia para dizer que o carro possuía todos os itens opcionais (por exemplo, poderia ser direção hidráulica, ar condicionado) além dos itens de série (volante, pneus, haha). Mas, por exemplo, um carro popular com todos os opcionais, “completo”, provavelmente será bem menos completo que o mesmo modelo de uma série um pouco mais refinada.

Portanto, o termo tornou-se uma forma de vender um carro meia-boca passando a impressão ao esperançoso comprador de que ele fez uma excelente compra. Me poupe!

segunda-feira, julho 14, 2008

Lendas Rurais - Sem Parar Black - David Lynch

Lendas Rurais

Já que é as lendas urbanas já deram muito o que falar, acho que é um bom momento para apresentar algumas lendas rurais.

O Leite e a Solitária: antigos relatos contam a história de uma jovem garota que não conseguia dormir à noite, pois sentia uma forte dor de barriga antes de dormir. Se remexia na cama, às vezes acordava no chão. A situação só parecia piorar, pois gritava muito e estava ficando agressiva. Mal conseguia carpir o mato ou levar o milho das galinhas nem nada. Chegou um momento em que ela não saía mais da cama e apenas falava palavras desconexas.

Numa noite, sua mãe foi tentar acalmá-la fazendo uma compressa com pano quente na cabeça. Enquanto tentava segurar a cabeça que se mexia convulsivamente ouviu a filha falar algo baixinho. Foi aproximando o ouvido da boca da garota. "Lei.. eu qu... lei... mãe... leite". A mãe foi correndo buscar um copo de leite: "Filha, olha, eu trouxe leite, é da vaca mimosa". Mas a garota estava quase inconsciente e não entendia o que a mãe dizia. (continua no próximo post).


Sem Parar Black

Provei há alguns dias o relativamente novo sorvete Sem Parar Black. Achei forte, gostoso e tão escuro que deixou meus dentes um pouco pretos, momentaneamente. Nossa, puro chocolate, vamos ver a composição: "...açúcar, leite em pó desnatado, cacau, gordura vegetal, xarope de glicose, caramelo, extrato de malte, amido, corantes natural carvão vegetal e caramelo...". Carvão? Exatamente.

David Lynch
O último filme de David Lynch que está nas locadoras, Império dos Sonhos, é disparado o filme mais pirado e sem noção que eu já vi. Se vc por acaso já viu algum filme dele como Cidade dos Sonhos e achou estranho, esqueça. Perto do último parece tão simples quanto uma comédia de Ben Stiller.

Para vc ter uma idéia, a protagonista parece ter diversas vidas paralelas. Também há diversas cenas em uma sala estática com três pessoas com cabeças de coelho. Momento ímpar: um bando de mulheres iniciam uma dança coreografada sem nenhum motivo. Bom, isso é 5,7% do que rola no filme. São 3 horas torturantes, cheia de bizarrices e sustos. O bom é que vc não precisa se esforçar para entender o filme, já que o próprio diretor admite que não entende.

terça-feira, julho 08, 2008

Ensaio Sobre a Cegueira, Orkut e TOM


Ensaio Sobre a Cegueira - José Saramago
Terminei hoje de ler Ensaio Sobre a Cegueira. Motivos não faltaram para a leitura: é o livro preferido da minha respectiva, em breve o filme entra em cartaz (as críticas são negativas, mas ok), o autor português(!) é ganhador de prêmio Nobel(!!).
O livro é pesado, tanto pelo conteúdo como pela escrita. Quase não há parágrafos, os diálogos são corridos no interior do texto, sem hífens nem dizendo quem está falando, o entendimento fica pelo contexto. É uma leitura atropelada, como se estivéssemos cegos, aos tropeços no turbilhão de palavras.
Também pode parecer que o autor pensou: a idéia da história é genial, não vou dar o texto de mão beijada. Enfim, 310 páginas (com o espaço dos parágrafos seriam mais páginas) que valem a pena o esforço, e muito.

A Morte no Orkut
Não sei se vocês tem algum conhecido/amigo que tenha falecido e que tinha perfil no Orkut. Preferimos não pensar muito no assunto morte, mas dentre as diversas, tristes e muitas vezes trágicas implicações, é que o perfil da pessoa continua ativo. E as pessoas continuam a deixar recados, como se fosse uma ponte para o outro mundo, um túmulo virtual onde podemos nos comunicar e ter contato com o falecido. Tempos modernos.

Novo Transtorno Mental - TOM
A cada dia descobrem-se novas patologias da mente, então vou compartilhar uma nova que acabei de perceber. Depois do TOC, apresento-lhes o TOM, Transtorno Obsessivo por Manuais. Sempre que compramos um produto, mesmo chinês, ele costuma vir com um manualzihno de instruções. Pelas minhas pesquisas tenho notado que 96,7% das pessoas joga fora ou não lê o manual das coisas que compra. Mas eu não: se não ler pelo menos uma boa parte das instruções não sossego. Pode ser o manual de intruções do macarrão ou do carro, sempre dou uma olhada. Se você tem TOM, fique sabendo que há um ombro amigo e que em breve fundarei o OMA, Obsessivos por Manuais Anônimos. Divulguem a quem interessar.
Veja este interessante manual de um controle remoto.

segunda-feira, junho 30, 2008

Fontes + Novela + Wall-E




Fontes Malditas

Há algumas fontes (tipos) que não aguento mais ver nos layouts, placas e banners lado B que povoam a cidade. Por isso resolvi postar aqui para ver se vocês concordam ou não. Na foto estão Hobo, Comic Sans (já amaldiçoadapor Zeh Henrique) e Brushscript. Copperfield é outra que já cansou. A minha fonte mais odiada é a HOBO, simplesmente não aguento mais ver ela aplicada em qualquer lugar. Mas como há exceções, ela é usada, e muito bem, nos layouts do refri H2O. Se tiver mais alguém revoltado com fontes medonhas ou mal aplicadas cite-as aqui para que estejam automaticamente amaldiçoadas.

Novelas: xingamentos virtuais.

Quem tem o belo hábito de ver novela de vez em quando, pode perceber um fenômeno paralelo à realidade. Existem 93,47% dos xingamentos utilizados não são usados no mundo real. Mas na novela soam com extrema naturalidade. Patife, calhorda, salafrario, sonsa, "você não tem escrúpulos". Meu Deus, quem usa isso no dia-a-dia? Antes que me digam que novela não tem nada a ver com a realidade, fechem a matraca seus ordinários!

Filme Wall-E

A Pixar é foda! Quando vi o trailer do filme achei meio sem graça, mas acabei sendo arrastado para o cinema e recomendo à quem gosta de animação, diversão e crítica social.
Tem no trailer um daqueles divertidíssimos shortmovies da Pixar. Já o filme faz referências musicais ao 2001 do Kubrick, detona o mundo fastfood autoconsumivel americanfucking wayoflife de forma sutil e emociona muito, mesmo com robôs que só falam o nome um do outro.

PS: obrigado àqueles que votaram na minha estampa do microonderia.