quarta-feira, maio 28, 2008

Cuidado com as Meias


Sempre fui a favor de definir prioridades na vida. Com peças de roupa não é diferente. Eu dou mais importância para uma camiseta, uma calça bacana em detrimento das meias. Até as cuecas são mais importantes que as meias. Mas isso não faz sentido. Vai que no dia que você vai sair com a gata, capricha na cueca (elástico ok, sem furos nem freadas) e irrompe da frente da meia um dedo fujão safado? Sem condições. Mesmo assim elas acabam sendo a parte mais triste do guarda-roupa. Me dou ao luxo de ter um tênis caro, mas minhas meias às vezes parecem compradas na feira de rua.

Tenho meias legais até, mas as minhas preferidas são as velhas mesmo. Costumo usar elas no inverno, por baixo de outras mais apresentáveis. As velhinhas tem muita história. Tem uma que é um clássico, ganhei da minha mãe quando tinha 13 anos (isso quer dizer que a meia tem quase 15 anos!). Ela é cinza, com desenhos azuis e amarelos que nem sei o que são nem nunca tive coragem de olhar direito. Ela está na primeira foto do post, tirem suas conclusões, é minha melhor e pior meia.

Dica para o inverno: quando estiver muito frio, em ambientes sem calefação, ou na hora de dormir, use uma meia longa por cima da calça que estiver usando (de preferência um moleton Ace ou Billy Brothers). Além de um visual descolado, você vai se sentir bem quentinho, agasalhado e claro feliz, pronto para abalar na balada.

Dica 2: confira o site do filme Meio dia e Meias www.meiodiaemeias.com.br, que conta a história de um publicitário que tem poucas horas para criar uma campanha para uma marca de meias. Imagino que não seja a mesma marca da minha meia histórica, mas também garante umas boas risadas.

sexta-feira, maio 09, 2008

Desconexas novamente.


Plástica Cerebral

Esqueça a plástica peitoniana, bundoral ou narisal. Botox nem pensar. Atenção médicos: o futuro da plástica está no cérebro.

Além do upgrade de memória cerebral, os cientistas deverão em breve criar componentes que optimizem todo o cérebro. Imagine melhoras cerebrais para o raciocínio e processamento de dados.

E com a instalação/upgrade de software, estudar será bobagem do passado. Como em Matrix Neo basicamente só aprende a dar porrada, sugiro alguns bons programas:

- Fast-Sarcasmo
-Tiradas para amigos e inimigos
-Piadas de português
-Pacote Desculpas Infalíveis para: Companheiro(a), Pais, Amigos, Síndico, Imprensa.
-Chaveco ultra
-Pacote Ensino Fundamental, Médio e Superior 1.0 (Assinale a opção “Outros Países”)
-Tricot Básico
-Operando a Bolsa de Valores
-GPS para Padres (localizador de crianças bloqueado)
-Diferenciando mulheres de travecos

Isso poderia ter implicações interessantes. Já imaginaram a Hebe inteligente? Lula poderia finalmente estudar. Por outro lado, imaginem um Hitler mais eficiente. Complicado.


Perguntas toscas, respostas adequadas

Andei bolando algumas respostas úteis para o dia-a-dia:

Pergunta: E aí, o que me conta de novo?
Resposta: Não costumo contar duas vezes a mesma coisa.


P: Vai usar o que quando chegar o inverno? (Essa ocorre quando você está com mais roupas que ele)
R: Um casaco de pele de puta. Feito com o couro da sua mãe.


P: Tempo louco esse, né?
R: É, depois de Einstein poucos entendem o tempo.


P: Como vai a família?
R: Costumava ir de van, mas como foram abduzidos, acho que agora vão de nave.


Traduções Livres

Adoro traduzir letra de músicas, então aí vai uma pequena amostra:

-Extreme - “More than Words” - Palavras que mordem
-Timbaland - “it's too late to apologize” - Muito tarde para apologias
-The Kills - “your love is a deserter” - seu amor é um sobremeseiro

Dúvidas? Basta comentar.

terça-feira, abril 22, 2008

Rápidas, rasteiras e desconexas.


TV no Feriado.

Ô dia estranho. Como o feriado de Tiradentes caiu numa segunda, parecia que era domingo. Eu fico completamente perdido. Ligo a TV para dar uma zapeada e lá estão a Sessão da Tarde, o Jornal Nacional. Mas na minha cabeça era domingo!

Então eu acho que nesses feriados que não caem em fins de semana, e por isso mesmo são feriados de verdade, a programação de TV devia ser de feriado. Isso não existe, mas deveria existir. É muito estranho ver sessão da tarde no domingo, digo, feriado, enfim, estranho.

Arrotar é comunicar.

Na época em que fiz aula de canto (alguém aí gosta de canto? Desculpe), tentei cantar, mas descobri que estava com uma bolha nas pregas vocais (maldito punk rock) e tive que parar. Então fui fazer fonoaudiologia e estava com uma dúvida cruel, mas tinha vergonha de perguntar.

Depois de umas três seções tomei coragem: “Arrotar em voz alta prejudica a voz?”. Como essa poderia ser a dúvida de alguns leitores do blog, resolvi compartilhar. “Não faz mal, sem problemas. Aliás, pessoas que tiveram suas pregas vocais corroídas pelo câncer aprendem a falar novamente usando o arroto”. Como sempre acreditei, arrotar também é uma forma de se comunicar.

Meu Sonho

Em uma aula da Facul uma professora perguntou aos alunos qual era seu sonho. Pensei um pouco e dividi em sonho realizável e o provavelmente inalcançável. Realizável: ter uma garagem, com carros antigos sendo restaurados por mim. Inalcançável: ser um rockstar. Mas se pudesse voltar no tempo, gostaria de reformular a parte do inalcançável.

Na verdade substituiria o rockstar por: precisar dormir apenas 5 horas por dia e ter o dobro da memória. Todo mundo pensa que ser inteligente é apenas ter um grande raciocínio. Bullshit!

Cientistas: quando vão criar upgrade de memória para pessoas?

sexta-feira, abril 11, 2008

Traças e outros Bichinhos


É sabido que o homem tem medo naturalmente de cobras, aranhas (aqui, sem conotação sexual para 93% da população masculina em média) e outros animais venenosos. Mas meus mais recentes estudos indicam que seguindo a tendência evolutiva, o homem moderno pode acabar adquirindo, ou propagando, em seus genes o medo natural pelas traças. Estamos falando de um animal extremamente perigoso para o homem moderno, em especial as mulheres modernas.

A traça é um pequeno animal, muito frágil (diferente das pulgas, por exemplo) que mal resiste a um leve toque e já está esmagado, com suas pequeninas vísceras fugindo por todo e qualquer orifício. Por isso imagino ser mais um daqueles animais bizarros e irônicos criados por Deus para sua própria diversão. Por outro lado quando resolve entrar em ação, costuma ser muito perigoso.


Outro exemplo, amplamente discutido com o filósofo Onghero, é o porco, que em muitos casos é mais inteligente que um macaco, mas não possui polegar opositor, o que de certa forma travou sua evolução. Sem falar que sua carne é simplesmente deliciosa. Deus estava em um dia sarcástico quando criou o porco. Bem, mas isso é outra história.


Imagine um terno Armani, um vestido Chanel, e outras roupas igualmente caras e originais. Provavelmente os seus guarda-roupas serão suficientemente limpos, mas mesmo assim, pode existir um pequeno invasor, que de forma sorrateira invada tal espaço imaculado. Calma e silenciosamente ele se delicia com uma bocada dos melhores cortes da indústria da moda. Pronto, agora há um pequeno furo bem localizado e visível preferencialmente na parte frontal de sua vítima. O que fazer? Não há mais nada a ser feito, além de lamentar-se pela perda de um ente querido.


Pense também naqueles livros de arte, caríssimos, com fotos lindas. São pobres e indefesos frente a um ataque das malvadas traças. Isso quando elas não se juntam com as baratas, que comem até papel se necessário, aquelas malandrinhas.


Voltando a falar das aranhas, apesar de algumas planarem, nenhuma voa. Imaginem como seria se as aranhas tivessem asas? Em especial as aranhas marrons? De certa forma, Deus foi mais sensato com as bichinhas e com o homi neste caso.


Viva a Naftalina, o Rodox, o chinelo e o pernil suíno!

segunda-feira, março 17, 2008

A Espinha da Manhã


Uma manhã seguinte a uma noite regada a duas cervejas Heineken 600ml, um aperitivo. Mas não para quem tem estômago de moçoila. Por isso, como já observam os médicos neurologistas, uma noite regada a álcool proporciona um sono repleto de despertares.


A cada uma delas uma leve lembrança do sonho que acontecia (sem uso do Gravador de Sonhos) e uma pequena coceira nas costas.


Estou tentando limpar a casa dos meus pais porque eles iam chegar de viagem em 30 minutos e as pessoas há pouco tinham ido embora da festa. E uma coceira nas costas.


Estou pulando carnaval (só em sonho mesmo), e sinto uma coceira nas costas.


Estou tentando resolver um problema no trabalho e sinto uma coceira nas costas. Bom, a esta altura resolvo apalpar o incômodo. Parece que é uma vigorosa espinha, novinha em folha.


Estou me revirando na cama, e parece que há uma enorme espinha nas minhas costas. Ela começa a se mexer por dentro, há algo vivo dentro daquela erupção cutânea. Vou até o espelho da sala, ela parece ter uns dois centímetros de diâmetro. A ponta está bem amarela, no ponto de partir. Resolvo espremer. Aos poucos a minha pele começa a se romper, a dor fica mais aguda e vejo que uma pequena cabecinha brilhante começa a surgir da epiderme. A cabeça se mexe e em seguida seu corpo resolve se mostrar. É peludo e preto, mas não me assusta, era meu dever expelir aquele estranho invasor. O bicho cabeludo salta para o espelho e lá prossegue seu caminho. Eu lhe desejo boa sorte e volto a dormir.


Estou na minha cama. Acordo finalmente e há uma enorme espinha nas minhas costas.

segunda-feira, março 03, 2008

Gravador de Sonhos


Cansado de não lembrar dos sonhos no dia seguinte, resolvi dar um basta neste meu problema técnico.

Pela caralhésima vez, estava eu prestes a dormir com o pensamento “pô, preciso criar, etc” e fui tendo idéias, mas acabei pegando no sono. No outro dia, ao almoçar no shopping, avisto o McDonald’s e lembro que o roteiro que tinha imaginado envolvia esta marca. Mas, nada mais. Não lembro picas do sonho.

Por isso inventei um sistema que resolve esse problema. Após rápida extração de 10% do volume anterior do cérebro, instala-se uma placa com saída USB 3.0 beta, que conectada ao computador ou pen drive, armazena seus sonhos em arquivos. Com o sofware DreamNow 1.0, o conteúdo é convertido em mpg para quem gosta de assistir, mp3 para aqueles que falam muito a noite ou é transcrito em pdf para quem gosta de uma boa leitura.

A instalação é rápida, simples e gostosa, eu mesmo que faço. Com uso de Velho Barreiro para anestesia (5L) e profilaxia do local da incisão(0,001L), mais furadeira Bosch de alto impacto, facas Ginsu para corte, Super Bonder para fixação do osso craniano, placa e saída USB 3.0 Genius, agulhas de costura e linha Corrente cor da pele e seguro Bradesco, a instalação está pronta. Baixa probabilidade (7,36%) de necrosar e apenas 11,75% de rejeição. Gangrena, 7,364%.

Por apenas, R$ 736!

Interessados, deixar recado no blog.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

O Velho CD


No ócio de fim de ano, aconteceu um fenômeno interessante comigo. Depois de anos eu voltei a ouvir música. Sim, parece estranho, mas depois de muito tempo deitei e fiquei apenas ouvindo música. Sem internet, leitura, ou louça sendo lavada. Apenas música.


Sempre fizemos isso, ouvir música enquanto fazemos outras coisas. Mas depois que matamos o cd e seus antecessores, matamos também aquela desculpa para ligar o som, deitar na cama e ficar nos deliciando com o encarte. Apreciar a arte, olhar as fotos dos artistas, imaginar como seriam eles no mundo real e ficar acompanhando as letras das músicas. Aliás, encarte sem letra sempre achei podre.


Um amigo meu me disse que quando ouve música no computador, coloca a capa do álbum aberto na tela do micro como se fosse um freio “Hei, nada de internet, agora é hora de música”. Bom, isso é um exemplo de mecanismos que devem surgir aos poucos para aqueles que ainda acham fundamental um momento mais íntimo com a música. Ou não, talvez esse seja apenas meu pensamento adquirindo ares saudosistas.


O mp3 mudou tudo, os anos passam e tudo muda, claro. Por outro lado o Radiohead lançou seu último álbum em uma versão em vinil. Eu nem gosto de vinil, mas o mundo está dando suas voltas e vamos aguardando tontos o que o futuro da música nos reserva.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Por trás da Propaganda


Este é em post encomendado pelo homem por trás da Cocelpa, o cara que desafia o Flash, o diretor de arte que cria bordões ("Isto é Cocelpa"), ele: Mr. Cocks!

Há anos ele vem me pedindo para escrever sobre prazos em agências de publicidade, profissionais do ramo, clientes, entre outros. Lá vai, lá vai.

Prazos: difícil tópico. É possível espremer a cabeça dos criativos para que e inspiração saia em um tempo pré-determinado como um delicioso suco chamado propaganda? Pelo visto sim, pois é assim que rola o mercado. Se eu acho legal? Sim e não. Sem prazo, a coisa não anda. Com prazo curto ela anda de muletas. Com o prazo ideal... bem, o que é isso? Não sei, socorro! Preciso de mais um prazo para pensar sobre isso.

Clientes: há uma grande crença de que a grande maioria dos clientes é pentellho, sem noção, ignorante e não tem idéia do que é propaganda. Isso só seria verdade se todos os publicitários fossem geniais, mega inteligentes, descolados, os maiorais, fodásticos, humilhassem qualquer cientista da Nasa e conseguissem levitar. Mas sabemos que isso também é bobagem. Clientes e publicitários são como amor e ódio: não se misturam, mas estão sempre juntinhos.

Redator x Diretor de Arte: artistas frustrados. O primeiro segura uma Remington, o segundo um pincel e um segura o outro. O mais importante? O Mídia, lógico!

Sem injustiças, o publicitário, independente da área de trabalho, é um artista completo e complexo, que poderia ter sido ator, cantor, compositor, dançarino, dublê, títere, mas prefere acima de tudo fazer a propaganda nossa de cada dia. De cada dia não: de cada 15s.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Ah, o verão.


Como disse Skol no verão passado, é nessa época em que vamos fazer as merdas que iremos contar para os nossos netos. Bem, mas para isso é preciso manter vivos os filhos não os esquecendo dentro dos carros, principalmente no sol do verão.

Sol, novidades, veja o anúncio do novo protetor solar da L’Oréal na foto deste post. Veja como a mulher olha para você com cara de incomodada enquanto logo atrás há um cara fazendo sabe Deus o quê. Anyway, chamou a minha atenção, que é o que importa e fato que finalmente resolvi aceitar na publicidade. Não é assim que deve ser? O resto vem de carona. Então tá beleza.

E tem mais. Além de cara de incomodada, a mulher tem cara de velha, mas não tem rugas (ao menos nesta pose). Pois saiba que o produto tem ação anti-envelhecimento e previne rugas. Bingo. Numa citação de Borat “Great Success”.

Ah, o cinema. Não assistam “Amor nos tempos do Cólera” que é um chute nas partes íntimas. Maquiagem terrível, atuações meia-bomba entre outros. Se ainda estiver em cartaz, fique com “Antes só do que mal casado”. Sabendo que é americano ao extremo, usa um monte de clichês e conta com Ben Stiller, o filme explora exatamente estes pontos e chega a ser legalzinho. E entre todas as previsibilidades o final conseguiu me surpreender de forma positiva. A “Bússola de Ouro” devia ser chamada de Bússola de Cocô, tem animais falando, pra mim não dá. Hoje entra em cartaz “Meu nome não é Johnny”, espero que seja melhor.

No circuitão de filmes não tem muita coisa interessante. Se você for uma pessoa anormal, pode esquecer um pouco do bronzeado e garimpar algum filme interessante em outras praias. Eu vou ficar com o mar, Skol e sem filhos.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Filme: O Cheiro do Ralo




Rolou a excepcional segunda-feira do pobre na rede Cinermark esta semana. O projeto apresentava filmes nacionais a preço único de apenas, dois realzitos.Eu, que adoro uma promoção, tive a oportunidade de ver um filme muito do caralho e que já estava fora de cartaz, O Cheiro do Ralo.

Conta com Selton Melo no elenco, e ele manda ver. Muito bom.Fora ele, o roteiro é muito louco, trazendo situações bizarras e fora do que estamos acostumados a digerir lá da terra do Mc Donalds. Mas isso nãoquer dizer que seja inacessível. Apesar de um pouco estranho, dá pra dar muitas e ótimas risadas. É o tipo de de coisa que gosto, bom de ver sem ser superficial.

O personagem principal é um cara que tem um depósito e compra de tudo o que as pessoas levarem até lá. É tudo meio absurdo, o filme só mostra ele comprando, nunca vende nada e a forma com que ele avalia as mercadorias só faz sentido paraele. Ah, a pira do cara é comprar a bunda de uma garçonete, literalmente. Isso dá um bom roteiro. Tem em DVD na Vídeo 1 e na Cartoon.

Tropa de Elite também recomendo, no caso para quem não estava no planeta terra e não pode ver ainda.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Raimundos, porra!


Este é um post revoltado, pois acabei de ouvir o cd do Raimundos “Lavo Tá Novo”, com o volume adequado.

Na época que o Raimundos faziam sucesso, os críticos os chamavam de sexistas, machistas e que a banda era uma merda. Bom, se a banda deixava os sexo à flor da pele o mesmo acontecia com a hipocrisia dos intelectualóides frescóides de plantão. Quanto às mulheres que não gostam tanto de pau, acho que podiam ouvir Los Hermanos ou mesmo entrar na sapataria mais próxima. Prova de que as mulheres gostam de pinto, é o fato de que os shows lotavam de mulheres. Também é possível observar que ainda nascem bebês.

Puta merda, uma banda de rock brasileira que não soe como Lulu Santos acelerado era coisa rara, o som deles era ótimo em termos técnicos e pop. Aquela barulheira de guitarras, bateria e tudo que podemos chamar de rock, até então causava alergia aos ouvidos suaves e suingados da brasileirada. Mas eles conseguiram finalmente fazer rock no reino de Sangalo.

Pega essa porrada de CPM22 e cópias pioradas que estão fazendo “sucesso” e compare com as letras dos Raimundos. Regionalismos, letras bem escritas e sacadas simplesmente esmagam esse lixo chocho classificado atualmente de rock.

Só não peço a Deus para que volte o Raimundos porque foi culpa dele a saída de Rodolfo. Na boa tradição do rock, que o cramulhão ilumine de preto a vida dele e faça-o voltar ao Raimundos.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Atari x Mosca

Li numa revista certa vez que o subconsciente ou inconsciente ou sei lá que parte do cérebro das pessoas reconhece games como realidade. Mas eu descobri que isso pode ser pior. Estava eu jogando um game que me marcou na infância, o Phoenix (nós líamos “Poeníx” em Pinhalzinho) num saudoso emulador dos Atari.

Pois bem, estava eu a caçar os monstros(?) voadores quando comecei a ser atacado por uma mosca na vida real. Começou uma cena doidera total mesmo, sério: ao mesmo tempo que tentava matar meus inimigos virtuais usava meu mata-moscas para atacar a mosca. Mas eu estava bem mais preocupado em bater meu recorde do que eliminar o inseto. Isso lança uma nova luz sobre os quesitos games, cérebro e ciência como um todo.

Acredito que o cérebro leva mais a sério o mundo virtual que o real. Se a mosca me atacasse poderia pegar alguma doença contagiosa. Ou então se ela me picasse, convenientemente, poderia pegar um berne. Ou vários! Mas ao invés de me defender do perigo iminente, continuei jogando. Preciso avisar a Super Interessante, eles precisam publicar isso.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Simetria na cara

Há uns anos atrás, vi uma matéria na TV que falava da simetria do rosto das pessoas. Como isto não é nenhuma novidade, vou relatar uma obsessão que acabei sofrendo. Então, recomendo a quem tiver tendência a TOC que não leia o que vem a seguir.

A matéria falava que a beleza está relacionada à simetria do rosto e corpo como um todo. Quanto mais parecidos nossas metades, tendemos a ser mais belos.

A princípio, isto se tornou um parâmetro a mais para julgar a beleza alheia. Mas com o tempo isso começou a influenciar demais no meu dia-a-dia.

Primeiro, algumas pessoas que eu achava bonitas tornaram-se distorcidas, tortas. Começou a ficar mais difícil de considerar alguém belo, principalmente as mulheres tornaram-se alvos fáceis. Chegou ao ponto de eu não conseguir conversar direito com alguém que tivesse a cara meio desalinhada, principalmente se os olhos fossem fora de prumo.

Tornou-se uma obsessão, eu acabava analisando simplesmente todo mundo, inclusive eu. Cheguei a ponto de não conseguir me olhar direito no espelho. Era como aquela música chata que grava na cabeça, ou quando você percebe a própria respiração e ela deixa de ser voluntária. Quanto mais você tenta esquecer, mais fica gravado em sua mente.

Mas isso foi útil em alguns aspectos. Primeiro percebi, que em filmes e novelas dificilmente alguém é enquadrado de frente, geralmente é um ângulo que mostre a fronte e a lateral do rosto. Isso ajuda a disfarçar os tortinhos.

Por outro lado não conseguia mais ver telejornais, porque os apresentadores estão sempre de frente. Acho que são eles os mais expostos e colocados à prova de suas simetrias ou assimetrias.

Se alguém estiver com vontade de ir até o espelho agora, pense melhor.

terça-feira, agosto 28, 2007

Tribaltech 2007




Sou um recluso, então como me levar a uma festa eletrônica? Com convites vip, ora buelas. Eu e minha namorada somos VIP. Ela, Very Important Person, eu, Very Insignificant Person. Logo, ela que tinha os convites.

No evento, perguntei à minha namo se era o bom o set que estava rolando, era um tal de Gui Borato (ficaria mais feliz se fosse Borat). Ela disse “nossa, essa música é fantástica”. Pensei “isso quer dizer que o equipamento não está no repeat, são músicas diferentes rolando”. Por outro lado se tivesse a levado ao show punk do 7Seconds ela iria pensar “porque eles dão uma pausa e repetem a música?”.

Depois comecei observar as pessoas e perguntei se elas estavam sacando as sutilezas que tornavam o set tão do caralho. “Não, duvido muito”. Realmente ninguém estava com cara de se divertir de verdade, praticamente nem dançavam, estavam mais preocupados em observar-se.

Percebi que a diversão dos VIPs é mostrar o quanto são powerful. Ah, tá, isso eu já sabia. Mas como não freqüento eventos VIP, senti pela primeira como a estrutura é bem pensada. Olhei para meu Allstar e orei para o reverendo Greg Graffin “volta Bad Religion”.

Dias depois pensei com mais calma e vi que não podia achar idiota o evento e seus VIPs. Não tinha esse direito. Freqüento eventos de carros antigos e acho o máximo. Sempre sonho com o momento em que vou possuir meu Passat LS 78 original e com uma roda legal e suspensão rebaixada estilo Dub e mostrar quem manda bem nesta merda, suckers!

Bem, cada um mostra o falo à sua maneira.

sexta-feira, junho 01, 2007

Aroma ou sabor do café, qual você prefere?


Café com leite, que aliás é algo que nem posso beber, é minha bebida preferida no inverno e muitas vezes no verão também. Mas o café tem um lado frustrante e subversivo ao meu ver.

É que eu prefiro o aroma do café ao sabor dele. Mal termino de prepará-lo e sei que o quê vou beber não é tão bom quanto o aroma. Talvez ainda não tenha tomado o melhor café do mundo, mas enquanto isso não acontecer, acho mais interessante o cheirinho de café que preenche o ambiente da casa. Já cheguei a sair do ap, dar uma caminhada e voltar apenas para sentir a casa impregnada com o aroma. Acho que vou fundar o CCC, Cheiradores de Café Crônicos.
E você, prefere o aroma ou o sabor? Se quiser, deixe um recado com “sabor” ou “aroma” e contribua para acabar um pouco com esta minha dúvida atormentadora e inútil.

segunda-feira, maio 28, 2007

Os dois lados do USB

Eu, conhecedor do básico do básico sobre computadores, divido a era da computação em pré e pós USB.

Antes do USB, conectar alguma coisa ao micro era uma grande jornada. Era necessário abrir o gabinete, colocar uma placa controladora (nem sempre) e aí instalar o treco usando uma interface esquisita. Depois de todo esse processo, o resultado era algo que não funcionava e exigia a chamada de um técnico. Maravilhoso.

Aí inventaram o tal do USB. Isso sim é que é maravilha. Você conecta até o seu cachorro e ele começa a latir nas speakers do desktop. Mas sempre há um porém.

Quando vou conectar o cabo, nunca acerto o lado e tenho que girar o plug para acertar o USB. Aí vem o questionamento: Por que não fizeram o plug assimétrico, como nas câmeras fotográficas? Eu acredito em duas opções.

Primeira: a idéia do USB é tão boa, tão cômoda, que os inventores, que precisaram criar algo que poupasse todo o trabalho do usuário ao conectar algo ao micro, não podiam deixar barato e criaram uma diversão. Saber que em 50% dos casos os usuários se enganam ao conectar a p@$*& do cabo.

Segunda: os designers do plug USB têm a mãe na zona.


Foto: www.sxc.hu

sexta-feira, maio 25, 2007

O Fim das Coisas


Eu tenho uma leve preocupação quanto ao futuro. Agora ela pode parecer bobagem, mas talvez, mais adiante, torne-se uma realidade.

Eu devia ter uns 8 anos e meu pai comprou um computador, um CP200. Para carregar um programa era necessário usar um gravador de fitas K7, sim, aquelas usadas até a década de 90. Também tinha que ligar na TV. Ainda lembro de mim e minha irmã surpresos “nossa, o que a gente digitar vai aparecer na TV? Todo mundo vai ver?”. Meu pai tinha a preocupação de se manter atualizado naquela época. Hoje não tem mais tanto interesse por computadores.

É bastante comum pessoas que nasceram antes do inicio dos PCs não gostarem deles, acha-los complicados e pouco amigáveis, a despeito do que diz o Sr. Gates. Eu também acho que às vezes o Windows prega umas peças. Por outro lado a interface é trocentas vezes melhor que o MS-DOS. Discussões a parte, para mim computador não é um bicho de sete cabeças. Ah, estou falando apenas de operação. Programação... bem programação é meio complicado, =)

Se operar um PC me parece simples hoje, será que no futuro próximo, quando não houver mais mouse e teclado, e os comandos forem feitos telepaticamente, o WiFi entre cérebros for algo super normal, será que não vou sentir saudades de pegar meu velho Pentium e digitar um texto para um blog? Ah, meio logo blogs também não vão mais existir e sabe por que? Pois no pós-modernismo tudo é efêmero, ora bolas. Talvez alguém me responda esse post dizendo que blog é coisa do passado, que o quente agora é sei lá o quê e por aí vai. Normal.

quinta-feira, maio 17, 2007

Terror no Putz


No dia 16 de maio fui na abertura do Putz ver o filme da Marina Peson,
“Memórias de Person”, que fala da vida do seu pai. Até aí tudo bem, gostei do filme e ela foi muito simpática na entrevista ao vivo (apesar de parecer bem cansada). O problema foi que eu acabei participando de uma cena de filme de terror.

Estava aguardando tranqüilamente a entrevista da Marina quando senti uma vontade irresistível de ir ao banheiro. Sai da sala e fui até o banheiro do Cine Luz. O banheiro é limpo e talz, but tem cara de várias décadas atrás, o que dava um certo clima de filme do Zé do Caixão.

Como os dois mictórios estavam ocupados optei por usar o “cercadinho”.
Estava quase terminando o serviço quando desligaram a luz. Nem deu tempo de gritar “Ô mane, liga a luz ae”, só ouvi o barulho da porta se fechando. Breu total. Um leve calafrio.

Terminei minha missão e tive a brilhante idéia (olha o trocadilho aí, gente!) de usar a famosa lanterna do meu celular. Putz (trocadilho parte 2), eu tinha deixado ele com minha namorada na sala de cinema. Calafrio parte 2.

Ok, nada de Pânico, é só ir em direção ao interruptor e acender a luz. Mas aí eu ouvi um tipo de sussurro, como alguém falando baixinho no celular. Senti que havia mais alguém comigo no banheiro... medo. Esperei alguém entrar e acender a luz, mas ao invés disso só a escuridão.

Abri a porta e dei dois passos bem pesados dentro do Box pra ver se alguém se mexia na frente do interruptor fluorescente para vir em minha direção. Nada. Pensei, “esse assassino é mais esperto do que eu pensava”. Fechei o box e esperei mais um pouco. Como ninguém entrava resolvi me encher de coragem, sair e enfrentar o inimigo.

Coloquei as duas mãos sobre a cabeça esperando o golpe de machado e fui saindo lentamente do box. A tensão crescia. Eis que surge meu carrasco: um cara entra no banheiro velozmente, liga a luz e me vê meio encolhido com as mãos protegendo a cabeça.
Cocei a cabeça e fiz que não era nada de mais. Ah, não lavei a mão, pois estava com muita pressa.

sábado, dezembro 16, 2006

Crônicas de um Passat 78


Sem Gasolina na via do Bi-articulado

Dedico esse texto ao Leo Sem Noção, que sempre foi um grande fã dos causos do Passatoso.

Era um insólito domingo de 2002 e fui ensaiar com a banda de rock da época em que estagiava na Bosch. O local era a casa da namorada do George, o então baixista, no quarto da avó (!) dela. Depois de finalizada a barulheira ele resolveu sentar em uma janela pra descansar um pouco e deu um “totozinho” em uma TV que estava do lado de dentro. Resultado: uma televisão de 29 polegadas aprendeu a voar e fez na seqüência um pouso forçado. Detalhe: era aniversário da garota! Fomos embora.

Como eu era o proprietário da bateria, da guitarra e do amplificador era eu quem os transportava. Adivinha aonde: no Passatoso, lógico. Deixei o batera Samuca perto do terminal de bus – acho que era o Capão Raso – e fui fazer o retorno pela República Argentina. A essa altura senti que algo estava estranho com o motor do Passat.

Em frente a um quartel tem um retorno, permitido, mas que é necessário andar alguns metros dentro da via do Bi-articulado. Confiante, apesar de tudo, dei seta e entrei. Porém o carro começou a morrer. Caralho, que hora pra isso acontecer! Forcei mais um pouco e nada. Nada? Eu estava com um carro relativamente pesado, carregado e estático dentro da via do expresso! Ok, nada de pânico, nada de borrar as calças. Abri a porta e me botei a empurrar o peso morto pra fora do alvo do bi-articulado. Por sorte era domingo e não estava movimentado o local. Parei em frente ao quartel e, desesperado, pedi ajuda para um oficial me ajudar a empurrar o carro para o estacionamento da rua. Com uma cara de pouco caso o guarda me ajudou a estacionar a máquina.

Precisava comprar gasolina para o bichinho e foi o que fiz. Problema: já eram umas 20:00 e eu estava com um carro sem seguro, num local suspeito, com um alarme fajuto e basicamente todo meu patrimônio dentro. Cheguei num posto que não recomendaria a ninguém e não tinha nenhum recipiente onde colocar a gasolina. Pra quem pretende ter um carro velho, principalmente se for beberrão, é um clássico recomendável ter uma garrafa de Coca-Cola 2 litros vazia no porta-malas. Por fim o pessoal do posto se propôs a me emprestar um daqueles galões de lavar o pára-brisa. Ia tudo bem até voltar ao carro. O bocal da gasolina ficava próximo à rua onde o trânsito começava a aumentar e o maldito galão era comprido, de forma que eu precisava ficar no meio da rua! Cada carro que passava era uma tirada com a minha cara: “Aí seu burro, olha o ponteiro de gasolina”, “Se fodeu seu trouxa, enche o tanque”, “Porque não pede pra tua mãe empurrar?”, etc.

Queria passar voando pelo posto e atirar o galão na cabeça do frentista, mas me contentei em ir pra casa sem ter levado nenhum cuspe dos motoristas engraçadinhos.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Crônicas de um Passat 78

Primeiro dia

A minha estréia no mundo motorizado não poderia ser das mais irônicas. Eu não tenho problemas com frio ou calor, mas dias nublados ou com chuva me incomodam um pouco. Um carro normalmente proporciona um transporte seco, o que viria a resolver em parte esse incômodo. Eis que exatamente no primeiro dia resolveu chover pra caralho.

Eu estava pilotando alegre e feliz pela rua Mariano Torres e estava um pouco frio. Olhava para fora e via as pessoas se molhando ou dentro do ônibus molhadas aguardando a oportunidade de salta e tomar um banhinho e pensava “haha, molhem-se seu mortais”.

Como disse estava um pouco frio, mas meus pés estavam com frio acima da média. Pensei “what the fuck?”. Botei a mão nos tênis e senti que estavam encharcados de água. Logo em seguida senti que uma pequena cachoeira adentrava o meu carro novo ano 78 e molhava o até então zombeteiro eu. Que seco que nada.

No dia seguinte eu e meu mecânico Sr. Burns descobríamos um furo de uns 10cm de diâmetro na parte que fica sob o painel do Passatão. Detalhe: estava caprichosamente tampado com massa de calafetar!